POVOADO CAMPINHOS, SEU HISTÓRICO E SUA LENDA



Na região centro sul do estado de Sergipe no município de Umbaúba que fica a 98 Km da capital, encontra-se a 17 Km de distância da sede desse município uma fazenda quase em ruinas com o nome de Campinhos.
Segundo relatos de antigos moradores naquela localidade eram celebradas missas, Santas Missões e muitas pessoas vinham de toda região para participarem desses festejos. Existe uma lenda Urbana que muitos contam como sendo a causa do abandono de Campinhos. O motivo teria sido uma praga rogada por missionários em tempo de Santa Missão, por se sentirem ofendidos pelos moradores do povoado ao encontrar dois maços de capim próximos ao palanque armado para a celebração da missa.
Com a falta de apoio e com as terras vendidas aos pedaços pequenos, foi surgindo uma agricultura de subsistência. As festas que outrora era realizada no povoado passaram a ser feitas em Umbaúba, as rotas dos tropeiros foram desativadas, sendo criadas outras mais próximas do novo povoado. Os antigos moradores passaram a morar na cidade agora emancipada.
Da Fazenda Campinhos só resta a fachada da igreja, sustentando um pequeno sino, tendo em vista que o pertencente a Igreja foi levado para a cidade de Itabaianinha que era responsável pela administração da Igreja Campinhos e ficando em seu lugar um pequeno sino. Hoje a Igreja Campinhos encontra-se reduzida a quase nada, em sua maioria ruinas.
Da opulência dos auros dias ao esquecimento e abondono a Fazenda campinhos encontra-se a espera de reconhecimento do seu real valor na região Centro sul do estado de Sergipe.

Resumo retirado do Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em História da Faculdade Tiradentes . UNIT  intitulado:Fazenda Campinhos? Umbaúba – Sergipe  “ Do Apogeu ao Abandono” pelas alunas: Maria José de Sousa Reis, Maria Raimunda da Paz, Marielza dos Santos.

RELIGIÃO E CULTURA



Assim como vários municípios brasileiros a religião católica ganha destaque como a religião mais acatada por boa parte da população, na religião também existe arte, na sua arquitetura, música, pintura e outros fatores no qual influenciam assim o interesse de estudo pelo assunto tema. 



Na cidade de Umbaúba, a religião e destacada pela sua arte cultural, principalmente nas novenas realizadas pela igreja católica e a Festa da Guia, no qual homenageia Nossa Senhora da Guia, santa padroeira da cidade, que durante a semana de festa e realizado também oficias culturais com grupos de dança, música e várias outras manifestações culturais. 

FOTOGRAFIA, A ARTE E CULTURA EM IMAGENS


A fotografia não constitui apenas um ato aleatório e isolado destinado à captação de uma imagem vivida pelos atores sociais sem qualquer nexo nem objetivo final. Sendo muito mais que isso, a arte de fotografar é estatuída como atividade realizada por muitos, mas que poucos a conseguem da melhor maneira.

A foto, desde sua criação tem grande importância para a cultura de todos, pois nela são registradas diversas manifestações culturais realizadas em um grupo é também um meio de registro que pode ser considerado provas de um passado que contribui hoje para o presente, a cultura registrada em uma fotografia futuramente serve de fontes e tópicos para pesquisas e para que possamos entender o nosso presente.


Com esse intuito a equipe de cultura e turismo do município realizou a primeira “exposição fotográfica cultural”, no qual reuniu fotos históricas e disponibilizou publicamente para a sociedade, contribuindo assim com a cultura da cidade, mostrado fatos do passado que poderá está contribuindo com o seu presente atual.




HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE UMBAÚBA



        As terras que viria à ser de Umbaúba, também passaram pelo processo de colonização, como todo o litoral brasileiro. Os primeiros europeus adentrarem nesse território pelo sul do estado, navegando pelos rios Real e Piauí. Por volta de 1600, os europeus imbuídos pela ideia de encontrar ouro e desbravar as novas terras ( os sertões) enfrentaram constantes lutas com os índios Tupinambás, que vivam na região, principalmente, na área pertencente, hoje a Cristinápolis, na época era conhecida como Chapada dos Índios. Entre os inúmeros desbravadores estava um importante bandeirante minerador Belchior Dias Mareyra, que conseguiu junto ao El’Rei uma sesmaria próximo ao rio Guararema. Entretanto, não se tem certeza quanto ao surgimento deste núcleo de povoamento. Porém, existem alguns indícios de que teria sido por volta de 1860 a 1870 com a criação de gado na gigantesca fazenda Sabiá, pertencente ao Corenel português Manuel Fernandes da Rocha Braque. Essas terras ficavam encravadas no termo judiciário da vila do Espírito Santo, hoje Indiaroba. Foi através desta propriedade que possibilitou a formação de um núcleo incipiente de povoamento nessa região. Mas, devido a sua localização geográfica foi ganhando importância e tornando-se conhecida tanto na região do sertão como no litoral.

     
   Próximo à margem do calmo Riacho da Guia,  ( toponímia do Corenel Manuel Fernandes), hoje Dois Riachos nasceu e se desenvolveu uma enorme árvore de nome umbaúba. Por causa da sombra de das águas límpidas do riacho e, por ser uma via que dava acesso para quem  vinha do sertão ao litoral, tornou-se este lugar uma espécie de pousada ao ar livre. Os grupos de viandantes a burros ou mesmo a pé costumavam a descansar, preparar comida, dar água aos animais ou até mesmo pernoitavam ali para se restabelecerem do desgaste da viajem. Este ponto ficou tão conhecido por quem frequentava a estrada que já acertavam aonde iam se encontrar para descansar. A movimentação foi se intensificando ao passo que ia aumentando a aglomeração de viajantes nesta localidade. Isso deu bases a alguém colocar um pequeno ponto de venda para abastecer os viajantes. A formação deste pequeníssimo comércio foram erguidas mais casa por ali, sem que o proprietário se importasse. Em pouco tempo, já se realizavam consideráveis feiras. Estas, porém, tiveram um crescimento tão bom que esse ponto se constituiu em um arraial, denominado “ Riacho da Guia”. Entretanto, prevaleceu o nome do lugar Umbaúba.
        O dono daquelas terras, Manoel Fernandes da Rocha Braque, na época, vendo que estava desenvolvendo um lugarejo em sua propriedade construiu uma capela consagrada a Nossa Senhora da Guia, que se fez Padroeira do recente lugarejo. E, para incentivar a formação e o desenvolvimento do povoado, separou uma “área de 60 braços quadrados” e doou aquela pequena comunidade.
        Por causa de uma manipulação política, o lugarejo deixou de pertencer judicialmente a Indiaroba e passa a ser anexado juridicamente a Vila Cristina, hoje Cristinápolis. Apesar dessa situação, a Câmara Municipal de Itabaianinha, conseguiu por meio de uma manobra ilícita, da concessão ao comerciante João Fernandes da Rocha, muito importante no município, o direito de construir e desfrutar de uma casa comercial no povoado e Umbaúba. Sentindo-se espoliados com este fato, os comerciantes da Vila Cristina protestaram e reivindicaram o direto de usufruir o referido ponto comercial. O presidente provisório do Estado, Dr Felisbelo de Oliveira Freire, anulou o Ato da Assembleia e através do Decreto nº 50, de 20 de junho de 1890 deu o direito a Vila Cristina de tirar proveito do Povoado.
Em 1889, período em que o país tinha declarado o Regime Republicano, é criada no povoado, em 10 de dezembro deste mesmo ano a primeira cadeira de ensino.
        Com a morte do coronel Manoel Fernandes, seu filho, major Cândido José Araújo Viana , aproveitando-se da influência que possuía junto aos importantes políticos do Estado, fez uma singular reforma na capela. Ampliou-a e transformou-a em uma igreja com apenas uma torre. Posteriormente entregou-a aos cuidados dos moradores.
        Destacou-se também, o Capitão Alcides Bezerra Monteiro, que estimulou o crescimento com a abertura das primeiras ruas e com a construção de algumas casa, que foram doadas ou vendidas a várias pessoas da comunidade.
        Dando continuidade ao incentivo do pai de ver o lugarejo crescer, Cândido Viana, por meio da sua boa atuação política, consegue transformá-lo em 16 de outubro de 1926, pela Lei nº 961 em distrito de Umbaúba.
        Nas divisões territoriais  do Estado, datadas em 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexado ao Decreto lei estadual nº 69, de 20 de março de 1938, fica estabelecido que o distrito de Umbaúba fazia parte do município de Vila Cristina. Apesar desta situação, a sede do distrito é elevada a categoria de   Vila, através da Lei Federal nº 311, 02 de março de 1938. Ainda assim, continuava sendo até 1948, parte inteirada a Cristinápolis. Contudo, o determinado crescimento comercial, juntamente com o desenvolvimento agropecuário e a expansão da sede possibilitou esse distrito se tornar tão importante   quanto o município de Cristinápolis. Desse modo, em 1954, no governo de Leandro Marciel, a então Vila  de Umbaúba adquire  a sonhada categoria de cidade, por meio da Lei Estadual nº 525-A, de 06 de fevereiro do corrente ano. Após se desmembrar do município de Cristinápolis, ficou estabelecido pela Lei estadual nº 554/54  que a recém-criada cidade possui um núcleo  municipal e pertencia ao termo da Comarca de Itabaianinha. Em outubro desse mesmo ano foi organizado a primeira eleição do município. Dos 786 eleitores da nova sede, só 509 participaram da escolha dos primeiros governantes. Foi eleito a prefeito Anfilófio Fernandes Viana, juntamente com cinco vereadores. Todos empossados em 31 de janeiro de 1955.
        De acordo com a Lei nº 554 de fevereiro de 1954, os marco de limitem estavam da seguinte forma:
·         Com o município de Cristinápolis
·         Começando no lugar denominado  Passagem das Pedras; daí segue pelo rio Itamirim até a foz do rio Jacaré;
·         Com o município de Itabaianinha
·         Começa na foz do riacho Jacaré, percorrendo em linha reta até o marco a S. E. do engenho Cipozinho; daí a linha ao marco à margem direita do Riacho Comboatá a sudoeste do engenho Cipó Branco.
·         Com o município de Santa Luzia do Itanhy;
·         Começa a sudoeste do engenho Cipó Branco; daí em linha reta a um marco na margem esquerda do rio Guararema defronte da Fazenda Mangabeira;
·         Com o município de Indiaroba;
·         Começando em um marco na margem esquerda do rio Guararema defronte a fazenda Mangabeira; daí segue em linha reta até um marco à margem esquerda do rio Itamirim, no lugar Passagem das Pedras.
        Apesar e ser uma cidade com poucas décadas de fundação, averiguamos que a expansão do perímetro urbano de Umbaúba está atrelada, principalmente, a rodovia BR 101, aos investimentos lucrativos da cultura e a pavimentação de seus logradouros públicos. O primeiro responsável pelo eixo circulatório de mercadorias de toda parte do país e pelo deslocamento do processo migratório  nessa  região. O segundo, condicionalmente para o desenvolvimento do centro comercial, que aumentou a circulação de dinheiro do município, assim como absorveu inovações de outras  áreas urbanas. Consequentemente, ampliou os investimentos em patrimônios ( casas , terrenos) na área urbana, como também, inovou a arquitetura das residências, além de contribuir para a expansão da malha urbana do município. Com o último fator, a cidade adquiriu uma nova expressão de valorização em sua área urbana. Entretendo, foi um dos suportes para o “melhoramento” do saneamento básico da cidade. Todavia, para acompanhar esse desenvolvimento, há necessidade de uma rede de esgoto em todo perímetro urbano da cidade.
        Em paralelo a expansão, o desenvolvimento e a elevação do contingente populacional surgem à falta de mercado de trabalho. Com isso, boa parte da população sem perspectiva de trabalho no centro fica a mercê da cultura da laranja.
        Em suma, constatamos que as transformações urbanísticas, até o presente momento, estiveram ligadas à posição geográfica, a citricultura da laranja e a pavimentação dos logradouros públicos. Esses fatores explicam a expansão e o desenvolvimento da cidade de Umbaúba.

Fontes retirados da Monografia  apresentada à disciplina Prática de Pesquisa, como requisito parcial à obtenção do titulo de licenciatura em História pela aluna Ivanete de Jesus Clemente.